Publicado em 19/02/2017 11h20

Odebrecht bancou treinamento empresarial para filho caçula de Lula, diz jornal

Domingo, 19 de fevereiro de 2017

 
Um dos favores feitos pela Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pagar um orientador de carreira para ajudar seu filho Luís Cláudio a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano. Segundo a Folha, a informação consta da delação premiada da empresa, que ainda está sob sigilo. 
 
De acordo com o jornal, foi o próprio Lula quem pediu para que a empresa bancasse o "coaching", cujo objetivo era ensinar a Luís Cláudio, 31, técnicas de gestão. Procurado, o Instituto Lula disse que não comentaria. Caçula de Lula e Marisa, ele promoveu entre 2012 e 2015 o Torneio Touchdown, que reunia cerca de 20 equipes de futebol americano.
 
A informação sobre a contratação do orientador foi dada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar, pessoa na empresa que era a principal responsável por atender demandas ligadas ao petista. A empreiteira contratou um profissional de fora de seus quadros e o pagou.
 
Alexandrino relata o caso como um dos diversos serviços que a Odebrecht prestou ao ex-presidente. No pacote elencado pelo ex-executivo também estão detalhes da reforma da sítio de Atibaia frequentado pela família Lula. Além disso, outros favores da empresa ao petista são a construção do estádio do Corinthians –descrita como um "presente" para o ex-presidente– e a compra de um terreno para ser a nova sede do Instituto Lula. O depoimento do ex-executivo foi realizado em novembro em Campinas (SP) e durou mais de dez horas.
 
Questionado sobre se houve a contratação de um orientador profissional pago pela Odebrecht para dar assistência a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, o Instituto Lula disse, em nota, que a reportagem da Folha se baseia "em suposta delação para obtenção de benefícios judiciais que deveria estar sob sigilo, sem apresentar transcrição, documento, contexto, época do ocorrido ou qualquer informação básica que permita até compreender o que está sendo perguntado pela reportagem".
 
Disse ainda que não comentará "supostas informações incompletas baseadas em supostos documentos fora de contexto que estariam sob sigilo judicial". O advogado de Luís Cláudio não respondeu os questionamentos da reportagem. A Odebrecht afirmou que não se manifesta sobre depoimentos das pessoas físicas. "A empresa reafirma que segue cooperando com as autoridades e tem avançado na adoção de medidas para aprimorar seu sistema de conformidade." Diz que todos os integrantes devem "combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".

Autoria: Recôncavo Agora

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